quinta-feira, 19 de julho de 2007
Eis o e-mail que minha amiga me mandou:
Um garoto chegou em casa e disse para o pai: a professora mandou fazer uma frase sobre economia e eu não sei nada disso;
-- Não se preocupe meu filho, vou te explicar de uma maneira bem simples, olhe:
-- Eu, que trago o dinheiro para dentro de casa, sou o capitalismo;
-- Sua mãe, que administra tudo, é o governo;
-- Nossa empregada, que faz o trabalho pesado, é a classe operária;
-- Seu irmãozinho, o bebê, é o futuro da nação;
-- Você é o povo;
Então, o garoto inteligentemente foi dormir pensando em tudo aquilo.
Quando eram mais ou menos umas três da madrugada, o irmãozinho começou a chorar.
O garoto então acordou e viu que o bebê estava todo sujo de cocô.
O menino foi ao quarto dos pais e lá estava a mãe dormindo.
Apesar de chamá-la com insistência, a mãe não acordava, pois dormia profundamente.
Então foi ele procurar o pai pela casa e viu que ele estava no quarto da empregada, "afogando o ganso".
No outro dia tirou nota máxima em seu trabalho com esta frase:
"O FUTURO DA NAÇÃO ESTÁ NA MERDA, PORQUE ENQUANTO O CAPITALISMO FODE COM A CLASSE OPERÁRIA, O GOVERNO DORME, IGNORANDO OS APELOS INSISTENTES DO POVO."
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 19:07:37
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domingo, 15 de julho de 2007
"Love me, love me
Say that you love me
Fool me, fool me
Go on and fool me."
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 18:33:28
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quarta-feira, 11 de julho de 2007

Não é incrível como tanta coisa em nós muda e nem percebemos?
Há dois anos eu estudava em um colégio pequeno (do qual eu estava doida para sair), conhecia meia dúzia de pessoas, fazia todas as lições, estudava para as provas de biologia (desistia das de física), chegava em casa e passava a tarde toda assistindo TV. As únicas coisas que me desgastavam eram alguns trabalhinhos, geralmente para serem em grupo, que na época eu achava terríveis e hoje vejo que eram simples até demais. Minha diversão: ler muito Harry Potter, ficar pesquisando sobre isso o dia todo, baixar músicas das bandas que os meu ídolos curtiam (e no fundo eu odiava) e sonhar com ícones do cinema e garotos que me achavam uma nerd metida a sabichona e chata. Eu rezava e ao mesmo tempo pesquisava sobre deuses pagãos e rituais usando a água, o fogo, a terra e o ar. Mas como diz o poeta (agora não me lembro quem) nossa vida é um rio em que o tempo corre como a água e em cada instante somos diferentes do que fomos há um segundo.
Pois em dois anos passam-se muitos segundos e o meu rio está todo mudado. O colégio fechou, fui pra outro no qual conhecí duas coisas boas: Amigos e filosofia. Fiquei meio sem tempo pros antigos ídolos e, quem diria, me interessei foi pelas "bandas chatas". A garota que rezava agora não tem mais um deus para quem rezar. Mas ela também sofreu porque teve que enfrentar o verdadeiro cão de três cabeças, que não tem piedade e que te derruba antes que chegues a porta do Hades, não importa o quanto tenha se esforçado até alí. Meu Cérbero chama-se Vestibular. Ele joga longe, mas nesse esforço para se recompor e encarar novamente o monstro a menina aprendeu muita coisa e, quem diria, não é mais a mesma.
Hoje fui com meu irmão mais novo assistir ao quinto filme do Harry Potter, aquele com o qual eu sonhava aos 15. Até semana passada eu nem sabia que já estava pronto. Fui, ví um monte de novos adolescentes numa fila com duas horas de antecedência, elétricos pra verem o nova aventura da telona. Sabem o que descobrí? Um filme super diferente do livro, atores que já me cansei de ver e sem a magia do que lí. Ou os filmes estão cada vez piores ou eu que mudei demais. Admiro muito a Rowling: ganhar muuuuuuuito dinheiro escrevendo livros super legais, inteligentes e que, admito, adoro até hoje, não é coisa para qualquer um não. Mas todas as vidas são feitas de fases das quais devemos extarir o máximo enquanto brilham.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 22:27:08
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domingo, 1 de julho de 2007
Rainha do Mico
Apesar de não saber fazer piadas eu sou tão atrapalhada q é impossível não rir de mim.
Acreditem se quiserem, mas só esse ano eu já:
+ Escorreguei numa casca de manga;
+ Quase pedí para tirar foto com um reporter, achando que era cosplay;
+ Batí o recorde mundial de derrubar as coisas durante a aula, sendo que até quebrei um fichário de tanto derrubar;
+ Fiz a sala parar toda do cursinho parar por causa de um ataque de riso;
+ Fui obrigada pelo prof de Geografia a falar pra todo mundo q eu achava que algo incipiente era algo sem gosto;
+ Paguei mico na aula de um monte de professores;
+ Pisei no pé de um monte de garotos na hora de cumprimentá-los pela primeira vez, fiz até alguns tropeçarem. Parece de propósito, mas juro q é sem querer;
+ Me perdí com duas amigas perto do shopping Ibirapuera, procurando por um bar "que tinha um cavalo na porta". Todo mundo para quem eu perguntava dizia: "Serve algum bar cujo dono é um 'cavalo'? Porque eu nunca ví nenhum cavalo por aquí." Então nós entramos no shopping. Eu ví um cara bonito e ía mostrar pras minhas amigas quando percebí que ele era gay. Disfarcei, fomos comprar um cartão telefônico para falar com o nosso amigo que ía fazer o show no tal bar. A vendedora nos deu um cartão qua a Rafa quis trocar só porque era da Xuxa! (Falando nisso, será que a Rafa achou o que estava procurando no estoque da Side Walk? rsrs). Por fim, nós chegamos ao bar e adivinha... não tinha nenhum cavalo desenhado na porta;
+ Pensei que um pessoalzinho estava ouvindo no iPod uma música do High School Musical e disse: "Até que essa música do HSM é legal" (detalhe: eu não curto), só de gança, como uma idiota. Então eles me olharam estranho e disseram: É essa música da Gwen Stephany é muito legal, né?;
+ E muitas outras micagens...
Enfim, apesar de minhas trapalhadas me causarem vergonha às vezes (quando era pequena, até chorava), já me acostumei e hoje levo na esportiva... rindo de mim mesma. Afinal a vida já é tão séria, por que torná-la mais ainda?
XXXXXX
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 22:31:54
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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Diário de uma adolescente hipocondríaca
Me sinto totalmente perdia, confusa, irreversivelmente triste, parece que os motivos para continuar não andam me convencendo. Será que estou com depressão?
Ando meio tonta, às vezes parece que o mundo está balançando e eu quero que ele pare. Será que tenho labirintite? Será que é tanto estudo? Deficiência alimentar?
Gorda: é... também acho que eu sou, apesar de meu IMC ainda estar na média. Tem horas que eu penso em parar de comer, chego até a passar o dia todo sem apetite. Será que sou anoréxica?
Tropecei há quase um ano e posso jurar q meu pé está torto até hoje.
Uma dorzinha de cabeça, acho que é a visão. 0,5° de astigmatismo em cada olho. Vamos fazer o óculos!
É só ouvir falar de doenças e já encontro um monte de sintomas em mim.
Mas os médicos sempre dizem que eu estou mais saudável do que nunca e procuro coisa onde não tem. E apesar disso eu continuo achando que estou mal, principalmente psicológicamente (pq será?).
Dizem que a minha doença é a hipocondria! Palavra estranha, que assusta, mas é comumente chamada de "mania de doença", como alguns amigos me dizem, falta de ter com que se preocupar e quanto mais a gente pensa nisso pior fica. Se quiser entender mais clique aquí!
Essa minha recentíssima piora me fez lembrar um livrinho que eu adorava quando era uma garota deslumbrada com a vida nova da puberdade: "Diário de um adolescente hipocondríaco", dos médicos ingleses Aidan Macfarlane e Ann Mcpherson, que conta a história de Peter Payne (cujo o nome, na época, eu achei totalmente desproposital), um garoto de 14 anos e hipocondríaco como eu. Ele fala sobre um monte de questões adolescentes e explica várias doenças. Um dos livros estranjeiros Infanto-juvenis mais legais que eu já lí. Apesar de já ser um pouco antigo, vale a pena conferir.
Enquanto isso eu vou levando a vida, com tontura ou não, gorda ou não. Fazer o que, ninguém vai parar o tempo para eu corrigir minhas doideiras.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 14:58:49
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
In Concert
Ontem foi muuuuito bom. Depois de uma semana estressante, estudando até passar mal, nada melhor do que um showzinho.
Semana passada, todo mundo agitou, falou superbem do evento, mas no final tive que ir sozinha. Acordei pensando "Hoje vai ser super chato, mas eu vou me obrigar a sair!", e fui. Cheguei cedo, a fila estava curtinha e não via ninguém conhecido. Até que encontrei a Ferraz, amiga de muito tempo e que estudou comigo no colégio. Ficamos na segunda fila, bem pertinho do palco e, tirando as meninas que empurraram e me batiam para ficar no meu lugar, estava tudo ótimo. Apesar do pessoal virar a cara para algumas bandas dos alunos eu curtí bastante. E os professores então... o Eurico e o Tom deram show!!
Mas loko mesmo foi o show do Capital. Maravilhoso! Eu amo eles! É muito bom ouvir e cantar aquelas músicas que já fizeram parte da sua vida, ver seus ídolos de pertinho (O Dinho é liiiindo mesmo!). Além do mais a energia é muito boa.
Saí de lá quebrada, não bebí nada e estava parecendo uma bêbada. Mas valeu a pena!
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 14:25:42
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quinta-feira, 7 de junho de 2007
Esse blog está mais abandonado que tudo. Não posso só culpar a falta de visitas, além do que eu não posso obrigar ninguém a visitá-lo. Culpo principalmente a mim, que não posto aquí há um tempão. A correria tá brava!
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 09:34:16
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terça-feira, 1 de maio de 2007

Nx Zero - Um Pouco Mais
Sempre escondo meu sorriso
Quando passo por você
Nossos olhos se encontram
Você finge não me ver
Talvez esteja tão vazio
Que já não sou mais ninguém
Então desfaz o nó em minha garganta e deixa eu te
dizer
O quanto é difícil eu tentar viver
Enquanto cada dia longe de você
Me mata um pouco mais
Continuo sem saber onde foi que te perdi
Houve um tempo onde pensei que era feliz
E houve um tempo onde te abracei
E prometi nunca te abandonar
Então desfaz o nó em minha garganta e deixa eu te
dizer
O quanto é difícil eu tenta viver
Enquanto cada dia longe de você
Me mata um pouco mais
Um pouco mais
Um pouco mais
Dias ensinam tudo para nós
Talvez nos façam perceber
Que ainda pode ser só eu e você
Então desfaz o nó em minha garganta e deixa eu te
dizer
O quanto é difícil eu tenta viver
Enquanto cada dia longe de você
Me mata um pouco mais
Então desfaz o nó em minha garganta e deixa eu te
dizer
Então desfaz o nó em minha garganta e deixa eu te
dizer
O quanto é difícil eu tenta viver
Emo ou não, mesmo tendo virado quase uma típica banda Malhação, o Nx é muito legal. Curto muito, principalmente essa música. Me faz lembrar de um monte de coisas e é capaz de amolecer um coração à qualquer hora.
Ah... quem já havia visitado meu bloguinho antes deve ter notado a reforma. É bom mudar de vez em quando, né?
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 13:27:29
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Violência e medo
Semana passada o caso da Universidade da Virginia ficou na minha cabeça. Comecei a pensar: o que motiva alguém a entrar no prédio e matar quem encontra pela frente? O que fez Erik e Dylan matarem 13 pessoas em Columbine? O que fez aquele homem entrar no cinema do Morumbi e atirar em todo mundo? Essas indagações não são estranhas ao ser humano. Por que sempre tentamos encontrar uma razão para tudo?
Muitos dizem que a culpa é da facilidade com que se obtém armas. Eu concordo que com uma arma na mão as pessoas geralmente agem mais por impulso e praticam atos que normalmente não fariam sem ela. Esse foi um tema muito polêmico na época o referendo contra a venda de armas de fogo no Brasil. Mas sabe-se muito bem que a maioria dos incidentes com armas não são causados pelas vendidas legalmente e, se proibissem a venda, isso alimentaria ainda mais o mercado negro. Armas não podem ser simplesmente proibidas, mas o controle de quem pode ou não adquiri-las deve ser maior.
Alguns colocam a culpa nos jogos, na violência urbana, na mídia, na música, no cinema. Outros ainda, na cultura do medo, na idéia de que a qualquer minuto sua casa pode ser invadida, você pode ser assalto, etc. Não estou dizendo que o mundo é tranqüilo. A violência realmente é um grande problema, principalmente nas grandes cidades. Duvido que haja alguém em São Paulo que não conhece nenhuma vítima da violência, essa que é causada pela desigualdade social, pela falta de oportunidades e perspectiva de vida, que não deve ser resolvida com prisões (escolas do crime) e sim com educação, mas que acaba dependendo do interesse de poucos que detêm o poder de impedir a formação de um povo crítico.
Os massacres da Virginia, de Columbine, do Morumbi, etc., na minha opinião são causados por vários fatores, mais por pressão social e fraqueza psicológica do que por qualquer outra coisa, algo natural no mundo de hoje. Quanto será que agüentamos disso tudo, porque alguns partem para a violência a fim de descarregar suas próprias frustrações? Eis o que devemos nos perguntar.
==========================
PS: Semana passada, na ânsia de me aprofundar no assunto, li algumas revistas, conversei com amigos e assisti a dois filmes, entre eles Tiros em Columbine, do Michael Moore. Sobre esse último, eu o assisti há dois anos e na época achei o máximo. Mas dessa vez consegui notar, assim como em Uma verdade inconveniente, uma enorme carga ideológica. Que culpa indivíduos e não todas uma estrutura que está por trás. É como um professor meu disse terça passada: Está na moda colocar toda a culpa no governo e quem o faz é considerado o "bonzinho". Não podemos aceitar tudo de cabeça baixa, mas temos que ser críticos e pensar além de ideologias políticas.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 11:16:33
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Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 10:53:35
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Morte do leiteiro
(Carlos Drummond de Andrade)
Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.
E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.
Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.
Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.
Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.
Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 10:34:28
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
Sem descanso
Eu realmente estou sumida deste blog! É que a minha rotina está cada vez mais agitada e isso só tende a piorar daquí pra frente. Às vezes é muito ruim não ter tempo para mim, não sair com os amigos no fim de semana, viver só de estudar comer e dormir, mas as minhas recentes tentativas de quebrar essa monotonia não deram muito certo. Às vezes me sinto estancada no chão enquanto o tempo corre muito, cada vez mais rápido. Já estamos no meio de Abril, faltam só alguns meses para o grande verdade e só o que eu consigo é ficar cada vez mais nervosa. Quando estudo muito, penso: "Você está perdendo a sua vida." Quando fujo dos livros, como agora, é ainda pior: "O que você está fazendo vagabundando na frente do PC?". É minha vida é um grande paradoxo. Fazer o que? Só me resta vivê-la. A solidão pode valer outro, pois só nela nos encontramos. Mas também pode ser o veneno que ajudará na sua queda.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 15:13:17
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Amor e suicídio
O que é o amor?
Ainda não descobrí a resposta. Só sei q é uma coisa q por mais q tudo esteja um caos, a gente pare para contemplar o outro, como se tudo no mundo perdesse o sentido se o ser amado. Ah... o amor.
E é essencial estar amando para sentir, não só entender, uma obra romantica. Estou lendo "Os sofrimentos do jovem Wether". Quando comecei não entendia muita coisa, mas agora... parece que ele é meu cúmplice. Apesar de eu acreditar que o suicídio é uma fraquesa terrível (a qual todos têm direito, mas ainda uma fraquesa) o livro é bem interessante.Eis um trechinho:
"Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso?".
xxxxxxxxxxxxxxx
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 17:51:51
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sábado, 17 de março de 2007
O retorno
Nossa! Foram só algumas semanas, me pareceram séculos sem escrever aquí. Que saudade do meu bloguinho!!! É que a minha dias estão mais cheios q nunca. Estou sem tempo pra nada. Acabei de chegar do curso de inglês (é gente, eu estudo até no sábado) e aproveitei esse meu tempinho vago pra dar um "Olá!".
O cursinho está sendo uma experiência incrível. Parece exagero, mas eu mudei consideravelmente nesse último mês, meu jeito de ver muitas coisas e minha reação diante de tantas outras. Posso dizer até que amadurecí um pouco.
Vou aproveitar que estou akí e indicar um filme muito legal que assistí semana passada: "Sem notícias de Deus" (Sin noticias de Dios), com Penélope Cruz e Gael Garcia Bernal. É espanhol e eu aconselho vcs a não assistirem à versão dublada. Com as vozes dos próprios atores é beeeeem melhor. Mostra a disputa entre o Céu e o Inferno pela alma de um boxeador que está prestes a morrer, da qual depende a existência do Céu. Assim dois anjos (Carmem e Lola), um de cada parte, são mandados à Terra para interferir na vida deste homem. Falando assim parece chatinho, mas a história é bem divertida.
Espero que se divitam.
xxxx
Boa semana
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 18:25:37
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sábado, 24 de fevereiro de 2007
SAUDADE
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 19:12:34
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Vida Nova
Semana passada eu comecei o curso pré-vestibular. Até agora a gente só teve uma semana básica, mas deu pra perceber q o cursinho não é "coisa de folgado fracassado" como eu pensava. A pessoa tem q ter é muito pique e vontade pra estudar. Sinto q esse ano vou estudar mais do q nunca. O difícil é não pirar. Mas vou dar um jeito. Apesar de puxado, os professores são muuuuuuito legais. Impossível não rir. Também, pra aguentar tanto estudo só rindo.
Às vezes eu penso: e se depois de td isso eu não conseguir? Com certeza vou me sentir ainda mais derrotada, mas vou dar um jeito de começar outra facul. Conhecimento nunca é demais e eu vou levar isso comigo.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 14:37:47
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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 17:34:37
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Coin-Operated Boy (tradução)
Menino Operado a ficha
Sentado na estante ele é só um brinquedo
Mas eu o ligo, e ele vem à vida
Alegria automática
É por isso que eu quero um menino operado a fichas
Feito de plástico e elástico ele é reforçado e dura muito tempo
Quem poderia algum dia pedir algo mais?
Amor sem muitas complicações
Muitas formas e pesos pra escolher
Eu nunca mais vou sair do meu quarto
Eu nunca mais vou chorar à noite de novo
Envolvê-lo em meus braços e fingir
Menino opererado a ficha, todos os de verdade que eu destruí
Nao podem segurar uma vela pro meu novo garoto e eu nunca mais vou deixá-lo ir,
nunca mais vou ficar sozinha, nunca mais vou ficar sozinha, nunca mais vou ficar sozinha...
Não com o meu Coin-Operated Boy
Essa ponte foi escrita para te deixar mais ferido
Com a minha triste figura de menina ficando mais derrotada
Você pode me tirar da minha fantasia de plástico?
Eu achava que nao, mas ainda pode me convencer
Você persistirá mesmo depois de eu apostar
um bilhão de dólares que eu nunca vou te amar
E você persistirá mesmo depois de eu te beijar adeus pela última vez
Você vai continuar tentando provar isso?
Estou morrendo para perder isso
eu quero isso
eu quero voce
eu quero um... menino operado a ficha
Se eu tivesse uma estrela pra fazer um pedido
Por minha vida, eu nao posso imaginar
Qualquer carne e sangue pode servir
Eu nem mesmo posso dar um banho nele
Menino operado a ficha
Ele pode nao ser muito experiente com meninas
Mas eu sei que ele se sente como um menino deve se sentir
Nao é esse o ponto?
É por isso que eu quero um Menino operado a ficha, com uma linda voz operada à ficha
Dizendo que me ama, e que está pensando em mim
Direto ao ponto
É por isso que eu quero um Menino Operado à ficha
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 10:34:46
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Cyber Vida
Nascí em 1989 e crescí usando computadores, mas, sinceramente, não consigo achar normal o que a internet faz com as relações pessoais. Ela banaliza e mecaniza o amor e a amizade.
No orkut, a maioria das pessoas têm como "amigo" gente que nunca viu na vida ou com quem nem fala quando encontra na rua. A união de pessoas em "comunidades" por causa de um interesse em comum não tem nenhum significado. Além do orkut ser um grande destruidor de namoros.
E o MSN então! Quer uma coisa que esvazia mais o contato entre as pessoas do que ele?! Pode ser uma conversa com quem você mais ama, logo o assunto acaba. Além de você nunca saber realmente se a pessoa está gostando, o que ela está sentindo, coisa que cara a cara, ou mesmo por telefone, dá pra perceber. Quando se conversa com alguém pessoalmente os assuntos vão surgindo de tudo, até uma mosca chata pode ser o início de uma boa conversa. Além disso há o olhar, que às vezes diz mais coisas do que a boca.
E namoro por internet... parece que você está namorando uma máquina, não uma pessoa.
Uma coisa que deveria servir para unir pessoas na verdade as distancia.
Existe privacidade na era Cyber? Se existir me leve até essa ilha deserta, nem isso, até essa outra galáxia. E não são necessárias câmeras escondidas. Nós mesmos nos policiamos, exibimos toda a nossa intimidade em blogs, flogs, orkut, youtube, etc.
Eu acho tudo isso tão estranho e impessoal. Já pensei muitas vezes em excluir meu orkut e meu flog, mas qual a melhor solução: ser escrava dos Cyber World, dependendo dele para estabelecer contato com pessoas que não vejo há tempos, ou me isolar na ilha da individualidade?
Eis uma boa questão para a qual ainda não tenho resposta.
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 10:08:01
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
The Dreamers
(Os Sonhadores)

"Together anything is possible.Together nothing is forbiden."
Não deixem de assistir "Os Sonhadores", de Bernardo Bertolucci. Com Eva Green (também conhecida por sua atuação em "007 Cassino Royale"), Louis Garrel e Michael Pitt.
Mattew (Michael Pitt) é um estudante americano que vai para Paris em 1968, em meio à Revolução Estudantil, e conhece os irmãos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green). Estes o convidam para morar com eles e à partir daí eles começam a viver num mundo sem limites de experiências e descobertas. Mas é muito mais do que eu posso definir em palavras.
Além disso, fala bastante do amor pelo cinema e a trilha sonora é show.
É o tipo de filme que as pessoas ou amam ou detestam. Não há espaço para o meio termo. Eu o assistí há + ou - um ano e meio e está tão vivo na minha cabeça que é como se eu tivesse sido ontem.
Visitem o site www.thedreamers.com e entrem The Experience.
É muito interessante.
xx
Fernanda - | ***N.A.N.D.A.*** às 15:18:03
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